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GRUPO: PEDIATRIA

Patologia coxofemoral

10 anos , masculino , "atleta de futebol". Há cerca de um mês começou a relatar dor no joelho e na coxa , durante o esforço e após este. Fez consultas com exames do joelho e medicamentos sintomáticos . Ultimamente a dor aumentou e apareceu alteração na marcha. Como antecedentes tem traços falcêmicos e sobrepeso.

Discussão:
Deslizamento da epífise da cabeça do fêmur .
O diagnóstico por rx na fase avançada não trás maiores dificuldades. Entretanto , na fase inicial requer muita atenção , sempre correlacionando-se com a clínica . A dor na face anterior da coxa muitas vezes estendendo-se ao joelho é um dado de maior significado e aparece antes da alteração da marcha . Este sintoma também é observado em adultos com coxoartrose , sendo o primeiro sintoma.
O interessante neste caso é realmente o sintoma de dor na coxa e joelho , o que levou o paciente a realizar exames de rx e ressonancia de joelho , e somente depois da alteração da marcha foi examinada a coxofemural ,primeiro por ressonância e depois por rx, o inverso da sequência de investigação .
O deslizamento da epífise da cabeça do fêmur é um distúrbio da adolescência da qual a cabeça do fêmur desliza gradualmente para trás , medialmente , e para baixo em relação ao colo femural. Os meninos são mais afetados que as meninas, duas vezes mais frequente a esquerda. Está frequentemente associado a peso acima do ideal. Pode ser bilateral em 20 a 40 por cento dos pacientes .
Embora a etiologia seja obscura comumente coincide com a arrancada do crescimento da puberdade. É insidioso e não tem relação direta com história de traumatismo .
Estudos realizados por Harris sugeriram que um desequilíbrio hormonal entre os hormônios do crescimento e sexual enfraquecem a placa de crescimento , tornando-a mais vulnerável às forças de sustentação do peso e a traumatismo.
Independente da etiologia o DECF corresponde a uma fratura de Salter-Harris tipo 1 através da placa de crescimento do fêmur proximal.
O deslocamento da epífise resulta numa deformidade em varo na articulação do quadril , rotação externa e adução do fêmur .
O exame físico revela encurtamento do membro , limitação de movimento da articulação e da adução , flexão e rotação interna.

Radiologia
Dependem do grau de deslocamento . Os sinais principais são perda do sinal do triângulo de Capener, borramento da fise, redução relativa da altura da epífise e perda da intersecção da epífise por linha cortical lateral do colo do fêmur .



Ressonância magnética
Deslocamento da fisis, alargamento da placa metafisária e derrame articular.

TC
Achados semelhantes a RM. Mas com destaque as alterações ósseas.

Tratamento
Cirúrgico com fixação da epífise por pregos, fios ou pinos.

Complicações
As inerentes a cirurgia, condrólise , osteonecrose, osteoartrite e deformidade em varo.


                                                         


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